«Esta
Nação parece encarquilhada com datas de tantas que parecem ser as rugas
que a caracterizam. 1 de Dezembro, 5 de Outubro, 25 de Abril. É uma
euforia das datas. Uma reverência ao passado e aos mortos, ensina-se em
todas as Escolas, Seminários, Igrejas. Venerar é o mote. Idolatrar é o
verso. Não admira que isto tudo caminhe para ser uma worldpédia para
complementar os evangelhos. Ter datas para celebrar parece ser um
pretexto de não se fazer futuro, parar tudo, solenizar os
dias e adormecer no passado.Tudo demasiado marcado pela bitola clerical
como não seria de esperar outra coisa. Que morram de vez as datas! Para
que é que isso serve? Quem amamos e já partiu não tem data alguma.
Pessoas e o seu legado não estão circunscritas a datas. Simplesmente não
entram nos canônes bibliográficos de classificação apesar de tudo
parecer obedecer à ordem do Livro, antigamente chamado Biblios de onde
surgiu o nome Bíblia.«[noético-22/04/2014]
Sem comentários:
Enviar um comentário