«Já vivi, em tempos, uma tragédia, nesta vila onde habito. Tratou-se,
nem mais, nem menos, do desaparecimento de um pequeno pato insuflável
que me acompanhava, quer na banheira, quer nos meus banhos de praia.
Chorei que nem um perdido e a separação, definitiva, foi extremanente
dolorosa. Entretanto, cresci. Houve outros acontecimentos e momentos
trágicos na minha vida, mas não esqueci. Entre, um pato que adorava e
uma pessoa que amava, não há comparação possível. Talvez o
desaparecimento do pato tenha sido o primeiro sinal do que mais tarde me
viria a suceder?... Uma espécie de preparação para a dor e de como lhe
sobreviver. Um primeiro passo para enfrentar a morte e a solidão. Quem
sabe?...O que é certo, é que não seria eu sem essas
memórias.»[noético-28/03/2014]

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