«Quem
eu amo não me ama, parece-se com a minha imagem do espelho que não se
revê em mim. É engraçada esta ideia do outro de nós que nos fita sem nos
reconhecer. Poderia ser uma catástrofe mas acaba por ser curioso. De um
lado há riso, do outro, dor. A meio, as meias faces diluem-se num plano
de fuga que se escapa à admiração ou repulsão mútua. Se este espelho se
partir não se passará a viver apenas do azar...Amar o que queremos que
seja apenas nos torna mais egoístas e alheios à diferença que medra em
todos nós.» [noético-27/11/2013]

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