«Não me consta que só os prazeres momentâneos causem inconvenientes. E
também não me consta que o sofrimento seja um mal ou a amputação do
existir ou sequer o causador de incerteza num destino que todos sabemos
ser certo. Viver sem sofrer seria o
equivalente a estar morto. Relativizar o sofrimento e o prazer,
reflectindo, parece ser a proposta do Camilo. Mas será isso exequível ? A
temperança é uma dessas formas possíveis de viver de acordo com certas
sensibilidades que por não serem as únicas, não se podem arvorar
enquanto tal. Viver na «mediana» é uma proposta para a existência.
Existem outras que apontam para a «radicalidade» e ainda outras tantas
mais. No entanto, parece-me que nenhuma delas leva a melhor quando se
trata de adquirir um passaporte para a felicidade.»
[noético-19/11/2013]

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