quarta-feira, 20 de novembro de 2013

BOTH SIDES NOW

«Não me consta que só os prazeres momentâneos causem inconvenientes. E também não me consta que o sofrimento seja um mal ou a amputação do existir ou sequer o causador de incerteza num destino que todos sabemos ser certo. Viver sem sofrer seria o equivalente a estar morto. Relativizar o sofrimento e o prazer, reflectindo, parece ser a proposta do Camilo. Mas será isso exequível ? A temperança é uma dessas formas possíveis de viver de acordo com certas sensibilidades que por não serem as únicas, não se podem arvorar enquanto tal. Viver na «mediana» é uma proposta para a existência. Existem outras que apontam para a «radicalidade» e ainda outras tantas mais. No entanto, parece-me que nenhuma delas leva a melhor quando se trata de adquirir um passaporte para a felicidade.» 
[noético-19/11/2013]


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