«Pouco
me importa o que pensas ou sentes se dirigidos a mim. Amar-te em nada
depende disso. Amar-me também não. Temos ainda a noção errada de que
amar é apenas cuidar, fazer crescer, devotar atenção...E já não somos
pequeninos embora adoremos representá-lo como verdadeiros palhaços
chorões no meio de um circo. Hoje, agora, não tenho, não devo, não tenho
que dizer nem não, nem sim, nem sequer o talvez, que não sinto. Tu
vês-te assim livre das minhas pedras e areias desérticas e eu das tuas
pétalas e espinhos. Plenos da distância dos afectos,
espreguiçar-nos-emos ao amanhecer de olhos tingidos pelo algodão dos
sonhos.»
[noético-02/11/2013]
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