quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O CERCO DO AMOR

«Não estou arrependido de nenhum Amor. Também não posso sentir remorsos de quando não existiu Amor, por que em verdade, se não chegou a haver Amor, nada há para sentir desse modo. Os arrependimentos só atrapalham. Queremos seguir, caminhar diferente e, caímos nessa cilada. Por que será que temos que nos certificar tantas vezes dos nossos passos ? Por que os temos sempre que classificar, qualificar ou o inverso ? O Amor para muitos é uma invenção quase literária, mas para quase todos é uma representação simbólica do sentir e agir de certo modo, aglutinado num conceito afim de ser comunicável e/ou justificável. Sim. Justificável. Na verdade adoramos relatar os nossos Amores ainda que suprimindo os detalhes. Sentimos que atingidos pela cupidez, entramos ou estamos ou estaremos em estado de graça. O grande Amor é o incontido, o inenarrável, o inexprimível, o irresumível. O grande, nestes casos é o que vivifica e transborda. Alguns preferem dizer que os transcende. Todas as possessões reflectem esta ideia. O que nos possui parece transcender-nos, mas, apenas por que temos todo o nosso ser ocupado com esse sentimento. Incapazes de sair desse estado de fechamento que nos surge como forma de abertura para qualquer lado, todos os nossos caminhos estão cercados!»
[noético-18/11/2013]

Sem comentários:

Enviar um comentário