«Não
estou arrependido de nenhum Amor. Também não posso sentir remorsos de
quando não existiu Amor, por que em verdade, se não chegou a haver Amor,
nada há para sentir desse modo. Os arrependimentos só atrapalham.
Queremos seguir, caminhar diferente e, caímos nessa cilada. Por que será
que temos que nos certificar tantas vezes dos nossos passos ? Por que
os temos sempre que classificar, qualificar
ou o inverso ? O Amor para muitos é uma invenção quase literária, mas
para quase todos é uma representação simbólica do sentir e agir de certo
modo, aglutinado num conceito afim de ser comunicável e/ou
justificável. Sim. Justificável. Na verdade adoramos relatar os nossos
Amores ainda que suprimindo os detalhes. Sentimos que atingidos pela
cupidez, entramos ou estamos ou estaremos em estado de graça. O grande
Amor é o incontido, o inenarrável, o inexprimível, o irresumível. O
grande, nestes casos é o que vivifica e transborda. Alguns preferem
dizer que os transcende. Todas as possessões reflectem esta ideia. O que
nos possui parece transcender-nos, mas, apenas por que temos todo o
nosso ser ocupado com esse sentimento. Incapazes de sair desse estado de
fechamento que nos surge como forma de abertura para qualquer lado,
todos os nossos caminhos estão cercados!»
[noético-18/11/2013]

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