«As
democracias modernas são ainda muito jovens. Os credos são já anciãos
mas as evangelizações e as cruzadas prosseguem. Papados, reinados,
ducados e condados continuam a proliferar como outrora embora com outros
nomes. A plebe continua a ser a plebe, não decide nada quando se joga
ao jogo e no tabuleiro dos cavaleiros-guerreiros-religios os-banqueiros. A separação de poderes é um logro para os que
ficam na base da pirâmide a esperar pelo céu e a sonhar com castelos e
cavalos a motor...Esta Europa cheira a môfo e os seus cruzados levantam
uma poeirada enorme debaixo dos cascos das suas montadas. Abram alas e
deixem passar,acontecer... Cada Estado Nação é um burgo. Avé César. E que me perdoem os Romanos... Avé
queridos Duques e Condes de Bruxelas. Avé Papado de Roma. Que se
conspurque e confunda a plebe. Mande-se os vilões trabalhar pois deles
será o reino dos céus... A república é um embuste e todo este estado de
coisas a que se chegou parece um romance quixotesco, uma verdadeira
novela de cavalaria fotocopiada de um passado ainda não tão distante
como alguns querem fazer parecer. O medieval está vivo e bem vivo, por
todo o lado.»
[noético-20/11/2013]
[noético-20/11/2013]

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