quarta-feira, 20 de novembro de 2013

OS VILÕES E OS SENHORES

«As democracias modernas são ainda muito jovens. Os credos são já anciãos mas as evangelizações e as cruzadas prosseguem. Papados, reinados, ducados e condados continuam a proliferar como outrora embora com outros nomes. A plebe continua a ser a plebe, não decide nada quando se joga ao jogo e no tabuleiro dos cavaleiros-guerreiros-religiosos-banqueiros. A separação de poderes é um logro para os que ficam na base da pirâmide a esperar pelo céu e a sonhar com castelos e cavalos a motor...Esta Europa cheira a môfo e os seus cruzados levantam uma poeirada enorme debaixo dos cascos das suas montadas. Abram alas e deixem passar,acontecer... Cada Estado Nação é um burgo. Avé César. E que me perdoem os Romanos... Avé queridos Duques e Condes de Bruxelas. Avé Papado de Roma. Que se conspurque e confunda a plebe. Mande-se os vilões trabalhar pois deles será o reino dos céus... A república é um embuste e todo este estado de coisas a que se chegou parece um romance quixotesco, uma verdadeira novela de cavalaria fotocopiada de um passado ainda não tão distante como alguns querem fazer parecer. O medieval está vivo e bem vivo, por todo o lado.» 
[noético-20/11/2013]

Sem comentários:

Enviar um comentário