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| From: Green Savers |
«Um
dia alguém me perguntou, o que é mais real ? Eu, olhei-o estupefacto,
com a pergunta. Minutos depois, pois, nunca se está preparado para quase
nenhuma pergunta, ao contrário do que se tenta demonstrar e, já, mais
recomposto da surpresa, respondi-lhe que o real é apenas o que ambos
ficcionamos estar presente em qualquer lugar a cada momento. Não sei se
respondi bem. Há questões que levarei até à
morte, isso, é quase uma certeza. Mas isso, também, me faz
pensar...Bem, demasiado...E não me quero dispersar. Seria absolutamente
fácil fazê-lo! Seria muito mais fácil, levantar ainda mais questões e
depois, pegando no aspirador metódico de Descartes, começar a arrumar a
casa. Para quem não perceba a ironia, eu confesso...Ahahahahah...Confis são!
Os teístas e deístas delirarão com esta palavrinha que lhes disse, eu
não! O que o matemático dizia e muitos professam é que se tem que
começar por algum lado e resolver cada questão à vez. Pois bem, nada do
que o matemático disse leva a lado algum. Tenho pena, pelo método que,
hoje, está de novo, tão em voga. Atomizar as questões e resolvê-las uma a
uma, funciona para casos quase isolados. Okay, admito... Também, existe
o trabalho em equipa, diferenciado. A ciência inspira-se nisto. Pior,
tornou-se seguidora desta doutrina, tal como outrora, quando Deus
justificava todo o método e toda a verdade.O problema não está nem nunca
esteve em Descartes, tal como nunca esteve em Deus, se o há ?A questão
está mesmo nos nossos olhinhos cordeiros, ausentes de pai ou mãe,
sedentos de salazarzinhos que adoraríamos ter para nos situar. Lambemos a
matéria, seja ela, orgânica ou mental, por que já alguém a fez. É bem
mais fácil. Sempre fomos e seremos adeptos do fácil, mas isso, não
justifica que o fácil seja o caminho a percorrer, que o já previamente
estabelecido, feito, regrado, legislado, seja o horizonte! Horizontes há
muitos, como chapéus do pátio das cantigas!» [noético-19/02/2014]

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