quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

COPISTAS NÃO FALTAM

From: The British Library
«Deixem de inventar, interpretar ou copiar as frases aos bocados...Deixem de pensar que tudo o que vos torna felizes é desejar o mesmo que todos os outros desejam para a sua felicidade. Isto, é o mesmo, que desejar um caminho que não é o vosso. Porque a felicidade é apenas o mito que cada um persegue e apesar de estarmos demasiado instruídos a seguir os passos dos outros, quase desde que nascemos, esse, não é certamente o caminho. Mas não haverá o direito de desejar uma felicidade comum ? Claro que há, mas não é da forma que cada um a pinta, com votos muito kantianos pietistas ou diocesanos de universalidade... Esquece essa treta de recados, de que com esta frase me animas ou te animas. Esquece! Segue, antes, o teu caminho e deixa os outros em paz. Não sei se são, os pregadores do antigamente, os que oravam que havia apenas um caminho, os piores manipuladores de viagens terrestres, até hoje conhecidos? Hoje, pois é... Hoje, tem muitos tempos, inclusivé toda uma panóplia de optimistas que te parecem dar coragem para seguires-lhes a senda. Tu, se gostas, segue, mas desampara-me a loja! Estou farto de afrodisíacos artificiais, de orgasmos delicodoces, de vendedores de sonhos, de profetas do irreal. Por favor, nem sequer te atravesses no meu caminho, pois posso até mesmo não te ver e esmagar-te com o meu próprio peso de existir, um peso não equiparável ao teu, certamente. Não é uma ameaça, é uma verdade. Depois, não te desculpes de que «quem te avisou teu amigo era» ou de que ficaste sem uma perna... A amizade tem muito de bom, mas adopta também formas crueis....Sim crueis. O não gostares, não é tido para isso nem achado. Dirás, estão-se nas tintas para os meus preciosos sentimentos...Pois dirás! Mas o equívoco reside precisamente na tua invulgar valorização disso mesmo, não, na realidade que não sabes enfrentar, pura e dura tal e qual como ela é e não como tu desejarias que ela fosse. Há os que caminhando sozinhos dispensam qualquer tua aprovação seja para o que for. Isto, não significa que não existas e não sejas importante. Tu és de facto importante, mas não podes querer vender-te com a marca de uma vedeta quando não o és. Só és vedeta para ti própria. Por isso, não queiras que a tua importância se transforme na única forma possível de adorar. Cresce e aparece, não para os outros, mas para ti. Só depois verás com nitidez a realidade que te transmito e que tu, talvez, não tenhas nunca querido gostar.»[noético-19/02/2014]

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