segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CHESTERTON POR BORGES

Ecriture - Guy Garnier
[Esperança e utopias à parte, se calhar a coisa mais lúcida que sobre a linguagem se escreveu terão sido estas palavras de Chesterton: «O homem sabe que há na alma matizes mais desconcertantes, mais inumeráveis e mais anónimos do que as cores de uma selva outonal. No entanto, julga que esses matizes, em todas as suas fusões e transformações, são representáveis com precisão por um mecanismo arbitrário de grunhidos e de guinchos. Julga que de dentro de uma bolsa saem realmente ruídos que significam todos os mistérios da memória e todas as agonias do desejo» (G.F.Watts, p. 88, 1904).] - Jorge Luis Borges, "O idioma analítico de John Wilkins" in Obras Completas, Vol.II, p.84, ed.: Teorema


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