[Esperança
e utopias à parte, se calhar a coisa mais lúcida que sobre a linguagem
se escreveu terão sido estas palavras de Chesterton: «O homem sabe que
há na alma matizes mais desconcertantes, mais inumeráveis e mais
anónimos do que as cores de uma selva outonal. No entanto, julga que
esses matizes, em todas as suas fusões e transformações, são
representáveis com precisão por um mecanismo arbitrário de grunhidos e
de guinchos. Julga que de dentro de uma bolsa saem realmente ruídos que
significam todos os mistérios da memória e todas as agonias do desejo»
(G.F.Watts, p. 88, 1904).] - Jorge Luis Borges, "O idioma analítico de
John Wilkins" in Obras Completas, Vol.II, p.84, ed.: Teorema
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