domingo, 30 de novembro de 2014

CARDÁPIO HUMORÍSTICO

PEDI UM CARDÁPIO. DERAM-ME ESTE....

Linguística assada;
Preço no pão;
Camarão ao alto;
Pimentos patrão;
Povo na água;
Novos mexidos.


(Pregos não incluídos)

[Noético-30/11/2014]

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

DESONESTAMENTE, PARA NÃO CONTESTAREM...LOL

«Honestamente? Neste canto escuro, neste lugar solitário e abandonado ? O que importa ser-se herói oculto ou morrer exposto aos fogos exteriores ? Humano, não é isto ou aquilo. Medidas ? Há tantas! De que serve reclamar uma medida única ou tomá-la como a melhor ? Muitos leram e compreenderam apenas ao modo de Janus uma única face interpretativa da asserção: o homem é a medida de todas as coisas. É óbvio que não é de todas mas, certamente é de quase todas, inclusivé da especificidade de cada homem único, irrepetível, desigual. É na diferença que mais nos comportamos como espécie singular. Confunde-se muitas vezes compromisso com similitude, caminho com unicidade e os erros repetem-se por pensarmos quase sempre de acordo com a infalibilidade do que nos foi e continua a ser ensinado. Se, alguém, pensa pequeno, julgamos, pouco. Se, alguém, pensa grande, julgamos, desmesurado. Se, pensamos, nem de um modo ou outro, julgamo-nos como forasteiros. Mas, o longe,por vezes, é perto e, o próximo, distante ou mera ilusão. Por isso, precisamente, o homem, em todas as suas diferentes manifestações é, deveras, a única medida, pois, só ele, e apenas ele, possui essa capacidade de medir e julgar o mundo. Nem falo sequer em exclusiva medida matemática, pois, nesse capítulo, o homem não é único. Um dia se irá provar que outros animais têm capacidade de cálculo, se, não consciente, pelo menos ao nível, diria, básico-instintivo. Todos os animais de uma forma ou de outra, escolhem. A escolha, na maioria dos casos, não todos, é sempre uma tentativa de sobreviver, ou seja, não piorar ou prolongar o estado actual. Não sei quem foi o imbecil que decidiu que tudo era feito para melhorar, embora existam várias pistas. Pena é que se continue nessa senda da imbecilidade, do adestramento condicionado elevado a Lei, etc. A minha, a tua, a dele ou dela, vida, vale muito mais do que qualquer cultura, filosofia, religião, política ou o que queiram equacionar.»[noético-27/11/2014]

COMENTA-DORES

«Indiquem-me as farmácias de serviço e eu ficarei a conhecer todos os comentadores políticos.»[noético-27/11/2014]

«Suggest me the service pharmacies and I will disclose all political commentators»[noético-27/11/2014]

HIGIENISTAS DA TRETA

«As pessoas mais obsessivamente preocupadas com a higiene sempre me pareceram aquelas pessoas que menos limpam a sua própria merda.»[noético-27/11/2014]

«The people most obsessively concerned about hygiene seem to me the ones that never lived worried about their own shit.»[noético-27/11/2014]

NÃO ME TENTES IMITAR

«You can not ever experiment the fool that I am! But, being a fool does not mean that I'm not a man.I'll hope you remember that!...»[noético-27/11/2014]

«Tu, nunca poderás experimentar o louco que eu sou! Mas, ser um louco não significa que tenha deixado de ser homem. Espero que te recordes sempre disso.»[noético-27/11/2014]

GURUS ? WHATFOR ?

«Forget any guru...Just be...Live your life...Forget your guilty feeling...That menace that comes from your religious education. They want you to believe you are not free, that they are the saviors!»[noético-27/11/2014]

«Esquece todos os gurús...Sê apenas!...Vive a tua vida!...Esquece o teu sentimento de culpa....Essa ameaça que provém da tua educação religiosa ou relacionada...Todos querem que tu acredites que não és livre, e que todos eles vieram para te salvar!»[noético-27/11/2014]

E VÃO VELHOS...

«E-Vão-Velhos... Mas, referes-te a nosso Senhor ? Não, porra! Não são os Evangelhos.Quais nossos, quais senhores, são, mesmo velhos! Ah! Não sabia que palavras tão semelhantes foneticamente pudessem ter esses significados. Pois, é delírio meu. Andam todo o tempo a mondar. Sabes o que é a monda ? Não! E sabes o que é o cante Alentejano ? Sei! É aquela merda que os alentejanos cantam não é ? Opá! Ninguém te explicou ? Não! Mas, sabes que até é património da humanidade, actualmente. Verdade ? Sim! Uma coisa de modas e não de mondas. Agora, fiquei na dúvida...Ninguém me esclareceu por que é que era assim tão importante...Nem a ti nem a mim. Compreendo-te, isto, parece mais ou apenas, mais, uma manobra publicitário-comercial. Que percebem eles de património ? Pois, essa é a questão!»[noético-27/11/2014]

JÁ OUVISTE ALGUÉM ?

«Escutaste alguma vez os meus passos ?...Depois, dizes, naturalmente, que um cão sabe sempre quando o dono regressa. Então, por que é, toda essa tua despreocupação? Alguma vez prestaste atenção ?...»[noético-27/11/2014]

A HORA DE ADORAR ÍDOLOS

«Estou na hora de adorar ídolos. José Hermano Saraiva, Che Guevara, Florence Nightingale, Mary Wollstonecraft, Marcelo Rebelo de Sousa, whatever...Deculpem! Isto, era para ser um texto em português. Chiça! Que ofensa! Nós (quem somos nós ?) queríamos em inglês! Olha, vai dar de comer ao pastor alemão! E, alimenta o passarinho francês, até, se quiseres...Uma coisa, são pavões, e vocês, quase todos, vivem atrás de pavões! Mas, sem esses estandartes, sem essas bandeiras são o quê ? E é esse, realmente, o real problema do mundo. Saber quem és tu, energúmeno, afinal ?...Mas, escuta, apesar de, não se saber quem é quem, afinal,o mundo continua sendo, o que não significa, de modo algum, prosperando, tal como dizem certos animais...Percebeste, insecto mental ? Ora, essa!...Insectos não têm cérebro! Virtude deles. O Que seria de ti se nem sequer esse membro tivesses, absolutamente ?....»[noético-27/11/2014]

THERE IS NO SENSE AT ALL

«Os medrosos, ou antes, os merdosos, dizem "eles vêm aí"! Caramba! Que terror! São os jihadistas. Esses bichos sem sentimentos, sem amor, sem valores, sem nada. Pois, é! Esse é o prisma segundo os vemos na nossa miopia ocidental, nem sei, mesmo, se não será uma autêntica cegueira. O 11 de Setembro foi quase uma forma de holocausto moderno. Pois, é, são factos! Também morre 1/3 da população infantil que nasce todos os dias e...Devido a ? Vão questionar, meus amigos. depois falem do alto do vosso bem-estar-zinho, em cima das vossas poltronas. Culpados ? Não! Já nem somos. Já nos livrámos disso e, até procurámos no ateismo materialista a redenção ou a salvação para isso. Jihadistas ? São sempre os outros. Tipos, fora do sistemazinho que criámos. Pois, é! São loucos! E nós ? Somos sãos ? Não somos terroristas quase todos os dias compactuando com estados que promovem a venda de armas e que apenas lutam pelo poder sobre as reservas energéticas a nível mundial ? Não! Claro que não! Nós somos santos, cristãos, protestantes, budistas ou de outra espécie menos sanguinária. A mesma espécie de deixa morrer à fome milhões de crianças por dia, mas, isso, não é terrorismo, é, apenas, boa consciência. Ah, não é possível chegar a todos...Pois, é, novamente...A ignorância até sobre os nossos próprios valores impera. Então não foi Moisés que disse, crescei e multiplicai-vos ? Ora essa!...Não pode ser. Pois, não pode, mas, é! E agora a culpa é apenas dos jihadistas, ou antes, eles é que são o único terror. Será que foram eles que destruiram quase todos os recursos da Terra ? Pois, é!...Eles, são um fenómeno recente, mais um daqueles assuntos que entusiasma multidões e que atrai rebanhos.Mas, não somos nós um belíssimo e porquíssimo rebanho ? Não! Nós, estamos a caminho da salvação. Pois, é, eles, os jihadistas também! Ah...Mas nós não matamos! Certo, apenas, deixamos matar ou morrer, claro que é diferente, somos superiores, moralmente...E é esta lengalenga, ignorante e proeminente em cada discurso que leva tantos a vociferar contra os jihadistas, sem se calhar, pensarem que, muitos jihadistas ou promotores do terror e da violência existem nas nossas próprias sociedades, ditas, democráticas. Enfim! Whatelse é o que virá a seguir, quando surgirem as novas modas de pensamento e de sentimento. Vai um Nespresso Jihadista e sem Clooney ? Até já nem sei se o medo e a mania de proteção das nossas sociedades se não causam mais mortos ou se, até, a indiferença perante a morte de alguém não mata mais do que essa indignação contra jihadistas...Não sou Doutor de Lei, mas também não acredito em inocências ignorantes!»[noético-27/11/2014]

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O COMUNISMO É UMA RELIGIÃO

«O comunismo é como uma religião. Talvez choque a muitos ouvi-lo, mas, é verdade. Esta doutrina, pois, afinal, trata-se de uma doutrina, possui a sua divindade, o seu Deus, uma sociedade sem classes, o seu reino dos fins, etc. Por isso, tal como uma religião, possui a sua missão, o seu télos, atingir o seu céu, lutando na terra contra o inferno, afinal, contra esse pecado de um mundo defeituoso ou possuído e governado por forças poderosamente demoníacas. O diabo chama-se capital. Há, por isso, que exorcizá-lo ou ostracizá-lo deste mundo, através da catarse, da luta sem tréguas. Parece, até, por vezes, uma sequela da teoria das ideias de Platão, em que, aquilo que se acredita é mais real do que a realidade. As Ideias são o real, o concreto, almejado pelos comunistas. A doutrina fundada no marxismo professa a doutrina da transformação da realidade material, afim de que as transformações no mundo material - o das infraestruturas - alterem o mundo mental - as superestruturas -. Tudo isto é conseguido através da dialética e da luta - não aceitação do mundo real e objectivo que se nos apresenta - contra a realidade não transformada por esse ideal. O comunista, como uma criança, vê o mundo sem o aceitar como é e, acredita que ele se tem de moldar à sua visão. Ele, procura a luta constante e desenfreada contra um mundo exterior que concebe como adversário, talvez, desse modo, camuflando a real raiz do problema, a sua luta interior nunca resolvida. Não admira pois o elogio do desassossego e o cultivo da luta sem tréguas contra o mundo como verdadeira manobra de diversão.Tese, antítese, síntese dão o mote - hegeliano e marxista - à luta transformadora da realidade, pelo construir, fabricar, intensificar, modificar a realidade de acordo com os seus ideais, os dogmas do catecismo comunista. Bem, quanto a ídolos têm as suas mestras figuras santificadas como Marx, Lenine, Stalin, Engels, Mao Tse Tung entre outros e mais uma imensa galeria de celebridades mártires, beatificadas, do género Simon Bolívar ou Che Guevara. Até tem o seu credo próprio, o Manifesto Comunista, outra espécie de Alcorão, Torah ou Bíblia. Mentira ? Isto parece quase um cristianismo mascarado de ideologia progressista, não sendo mais do que um conservadorismo dissimulado. Mesmo quando adopta a visão nietzschiana do mito do eterno retorno - que se explica pela dialéctica - ou a critica anti-cristã do rebanho, tudo indica, enfermar do mesmo enraizado mal. Afinal, para que se cerram fileiras, para que serve o colectivo senão para justificar o avanço de mais uma manada ? Enferma igualmente das doutrinas da virtude aristotélicas, estóicas e epicuristas e da iluminação agostiniana e plotínica assim como da esvaziada noção de progresso veiculado pelo espírito das luzes. Ou seja, esta doutrina enferma das mesmas limitações da linguagem herdadas pela tradição sem que nunca as tenha transcendido e ultrapassado. Na realidade, o comunismo é de facto e literalmente ultra-passado ou uma expressão hiperbólica do passado. Mesmo o seu pseudo-ateísmo, não admira, que pareça, a outros, um verdadeiro teísmo, vistas as coisas deste modo. O verdadeiro ateísmo não é, nem pode ser uma doutrina. E, se, a religião pode, por vezes, ser o ópio do povo, então, convém, também, não cair, inebriados, nessa outra forma de ópio ou de cegueira que a religião comunista tão habilmente mascara.»[noético-17/11/2014]


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

STRONGER THAN WHAT YOU CAN THINK OR FEEL

«Life is stronger than any of your convictions or believes!»[noético-29/10/2014]

I DON'T GIVE A SHIT...

«Não tem medida...Não há, nem tem que ter. Poderíamos falar de hormonas ou de poesia toda a vida que isso nem daria para expressar ou sequer definir nossos verdadeiros amores. Mas, não se iludam os cientistas. Não dá, nesse capítulo, é a medida certa! Resiste e tenta. Inventa e descobre. Tenta explicação. Nenhum mosquito se torna girafa. Nenhuma zebra se torna girafa. Nenhum elefante se torna homem. Nenhum homem se torna homem. É todo um caminho por perfazer apesar do muito já feito. Mas, não tem jeito, não tem medida, não dá para definir ou contabilizar. É essa fortuitividade que é uma benção. Não sacramento, não virtude. Que interessa ao Amor a Virtude, a vã Vaidade, o mero Sucesso e tudo o resto ? Nada! Mas, lá por que o amor não se conforma a uma religião a uma ciência a uma experiência a uma explicação a uma definição, só, mente estúpida e insã o resume a uma irracionalidade. Se existissem tantas notas em dinheiro de quantos racionalistas equivocados existem, eu, seria como o Tio Patinhas, sentado, sobre uma pirâmide de dinheiro. Mas...Prefiro prescindir do meu secreto acesso ao meu cofre.O amor é um cadeado indecifrável.»[noético-29/10/2014]

INÚTIL ???... J. S. MILL QUE SE DANE!!!!

«Já meditou na vida de um inútil ? Quase certamente que não. Picasso, todos os pintores, todos os músicos, todos os tipos de artistas são apenas secundários. Pois então tente imaginar um mundo sem eles. Imaginou ? Como você seria tão feliz só com sua carreira, sua profissão, sua religião...Arte ? Isso é para gente improdutiva, inútil, parasita, que, não dá para comer... Pois, parece...Mas, não é! Quem terá mais fome, aquele que passando fome com seus familiares apenas olha e chora as migalhas que não tem ou, aquele que tendo a mesma condição ainda puxa de uma canção para suprir e entreter a sua fome e dos demais ? Quem será infinitamente mais pobre?...Então ? A cultura é apenas trabalho e fruto de trabalho ? Inútil ? Perdão!?...Até parece que não ouvi bem.»[noético-29/10/2014]

terça-feira, 28 de outubro de 2014

FALTA TUDO PARA SER TUDO

Jeroen van Aeken, (Hieronymus Bosch) - Nau dos Insensatos
«Todos ? Mas que raio!...Tenho que ir nessa Barca ? Todos ? Mas quem é que pode falar por todos ? Quieto, amigo! Fala por ti. Cala essa matraca (boca) e fala apenas por ti. O Sol nasce para todos, dizes...A verdade é, que não nasce para todos, pelo menos ao mesmo tempo. Num lado do Planeta é dia, no outro, noite. Percebes ó deslumbrado ?! A gravidade...Sim, a gravidade. Universal. Sim, universal, segundo as leis racionais que somos capazes de conceber. Agora imagina um mundo em que no mesmo planeta tens dois ou mais diferentes tipos de gravidade, incluindo a sua ausência...Consegues imaginar ? Universal ? Sim. Aplica-se a mesma fórmula. E quando não há gravidade também se aplica a gravidade ?...Hum! Percebo. A ausência de gravidade faz parte da lei da gravidade. Faz ? Que estranho!?... Não deveria antes ser a lei da anti-gravidade ou da não-gravidade, que até são coisas distintas ? Faz sentido universalizar ? E se o Universo for um Pluri-verso ou Anti-Verso ?...Haverá sempre o Verso, não é ? Ou será que não ? Padrões e estabilidade. Lei. Reunião é o leitmotiv. Reunidos debaixo de uma única razão, de um padrão que nada tem de único, pois uns pensam em astros e outros em libelinhas e, eu, penso em fósforos e velas. Entendes ? Claro que sim. Pensamos, todos. E então o vício torna-se mote, de uma ciência. Que interessante...Todos ?...Um raio! Não tens vida nem razão nem inteligência que te permitam essa transgressão abusiva para elucidar, garantir, profanar. É tudo, por agora!...Ou, seja, falta muito mais para ser tudo.»[noético-27/10/2014]

MENS WHAT ?

Leonardo da Vinci - Homem Vitruviano
«A filosofia grega do 'corpo são em mente sã', nos tempos actuais, de mais nada tem servido, senão, a um modelo económico baseado na competição. Exemplo, dois jogadores de ténis se degladiam para saber o vencedor. Um ganha o outro perde como se este último, não fosse igualmente digno da Aristotélica ou estagirita virtude. Tudo modelos de balsa de que se constroem mercados de seres que adorariam ser voadores. No fundo, a disputa por uma hierarquia, por um lugar ao Sol. Enfim...Haveria muito a dizer sobre isto. Afinal, são estes mesmos modelos de virtude ou de vaidade que simplificam tudo até ao extremo da estupidez e que nos conduzem há já milhares de anos. Um dia, com mais tempo, direi porque tudo isso está errado e de como existem outras multiplas formas de existir.»[noético-27/10/2014]

A MECÂNICA ASSISTIDA

«O maior privilégio do mundo não é de certeza ter a maior quantidade de bens materiais. Não há riqueza que pague uma verdadeira amizade. Aliás, se tivessemos todos os alqueires bem medidos nem procederiamos sequer a essa mísera comparação. Amizade não é bem transacionável. Amor, se verdadeiro, não há jóia que compre, tal a sua raridade. Por isso, rico, é todo aquele que possui verdadeiros amigos e verdadeiro amor. O resto é, apenas, mecânica assistida.»[noético-28/10/2014]





A VITÓRIA DO SUBLIME


Caspar David Friedrich - Moonrise Over the Sea
«Nas variações da vida...Entre o gôzo e o sofrimento, mas, fora dessa corrida, de gente possuída e, que, quando frustrada, se torna ressentida pelo falhanço de cada miragem ou quimera que lhes ensinaram ou que elas aprenderam a erguer... Longe, mesmo. Até parece uma forma de estar a que se poderia chamar, talvez, o realismo dos pobres. Prefiro mil vezes ser pobre que desiludido, ressentido, deserdado. Quem espera sempre alcança, não é verdade. Uns, sim. Outros, não. Mas, no percurso de cada um, avaliar vitórias ou fracassos não pode envolver comparações, pois, cada indivíduo apenas tem que viver a solidão singular da sua vida. As analogias são apenas guias, não orientações. O crú, o genuíno, o autêntico são uma perfeição, não por serem perfeitos, mas por cumprirem a sua ordem na natureza. Claro, que, os pseudo ou autênticos filósofos irão sempre dar azo às suas manias de procura de uma verdade e, provavelmente, discorrer e interrogar em que consiste a natureza. Estou habituado a esses touros que apenas imaginam investir em nome da verdade. Sim, imaginam-se os Hermes da Verdade, quais anjinhos da anunciação, quais paralíticos da sua virtuosidade que parece escapar ao mais comum de todos os comuns mortais. Enfim!...Não liguemos. Não costumo comunicar com pessoas que encontram a sua autenticidade no delírio ficional das suas imaginárias personagens idolatradas. Respeito, mas, não aceito. Pelo contrário, rejeito. Isto, tudo, porque há que encarar o agradável e viver com o quase insuportável que a nossa vida é. Não apenas a nossa. Deixemos de ser igualmente egoístas quanto à pseudo-exclusividade da nossa dor. Não basta ser consciente de que as alegrias são partilháveis. É preciso crescer e partilhar de igual modo - ou mais ou menos de modo similar -, a dor, a chatice, a preocupação, o sofrimento. Dizem, normalmente os que são verdadeiramente cretinos que o sofrimento é improdutivo e que só a alegria e a felicidade, vistas como senhoras da positividade, conseguem ser produtivas. Pois, bem, é pura mentira ou falácia. A História do Homem está repleta de vitórias do sublime humano face ao sofrimento, muito mais do que com a estupidificação massificada da alegria e dos sorrisos amarelos. E, isso, não é, nem feliz, nem infeliz, mas, simplesmente, fruto de uma natureza resiliente. Os sorrisos e os chôros vêm quando tiverem que suceder. Heróis e mártires há muitos e, disso, não vejo qualquer motivo para celebração. Afinal, estão todos mortos ou para morrer em breve como todos os 'outros' que passam por serem os desqualificados de toda uma História em que foram sempre a massa crítica anónima, a matéria prima e/ou até os principais cúmplices. Por, isso, convém ter os corações e os olhos bem mais abertos, embora, quando, estes tiverem que se fixar, dispersar, nada haverá a dizer para os elogiar ou condenar.»[noético-28/10/2014]

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SINCERELY N. NUNO



«Thanks that I'm crazy! At least it's not a blessing. It's not a wound. Craziness it's my own way of being. I'm happy with it. I will never regret it. I live on the edge of my thoughts and feelings. Pain as joy may come. Like the sun and the moon everyday on our lifes. Something beautiful and fulfilling that no one can hide, destroy or even fight.»[noético-27/10/2014]





WILL WE EVER LEARN ?

Artist: Jo Frederiks
«Thinking ... In the future ... For now, it is still possible to think in this case, that imaginary life ... Seven billion humans ... A very small part, not always the most enlightened and empowered human governance leads in . Great ideals throughout history, flag and constituted so little, in fact, few has been achieved. However, it is possible to say, that is a fact that many more humans live in peace than those who live in war. This, however, can not reassure us, when old, women, children and men die victims of economic interests, greed for power and the struggle for wealth. How can everyone be rich ? ... And what is after all wealth? There is only one type, a single form? There is some right of some that they can have what others never will achieve ? ... The common psychology slogans delivers style, say, want is power, who always tries to reach something will get it, and so on... But, it is truly a deceit. The philosophy goes ahead, the fight continues, hope is the last thing to die, do these things, everything must be moving, for any reason whatsoever, blasts. There are resources for everyone, it is said. False. The logistics for their equitable global redistribution would still involve more resources than those over available. The sustainability of life on the planet, gives many fuel to think ... It would be nice, that the summit of heads of state facing climate change issues, was generous and fruitful. But not enough! What has been done about the education of the population, accompanied by a change in industrial, commercial and production paradigm? Very little. Consume, consume, consume! Behold, what continues to happen. Change your mobile device, tablet, TV, car, house, etc. Believe in innovation, and follow the best and enjoy the artifacts of what this psychosis of technological innovations has to offer. The economy can not stop. Factories can not stop. Life can not stop. So what's the solution if everything is the same, following the same logic that led us unstoppably to this almost paradoxical situation that puts us almost in danger of extinction? The inevitable heavens and gods, do not come to save the 'madness of men.' Even intervene. Too bad, they have muted for thousands of years. We never knew any news of them, not even a miracle! We think and say, we have enough technology to preserve ourselves. But the technology does not perform miracles without a radical change of mindset economic paradigm and the ways of living. Who does not understand this, speaks by ignorance or maybe just babbles. Wars? Give way to some or all of which some die? To what purpose? With that order? If all religions say that they are peaceful, why are they the first to cause wars? Strange? Well, there is an arms industry, which is based on said self-defense. Lie, a nuclear intercontinental ballistic missile is a weapon of aggression, never was or will be a defensive weapon. Say, is deterrent. Deterrence, yes, through fear, this feeling that politicians and policy instills in people, so that they fanatizem around a single idea, be it national, community or another, leads nowhere. No matter education, the aim is to instill fear. Yes, fear. The fear that Scotland is separate from their eternal settlers. That Catalonia referendum settles its separation from Spain, etc. They tell us, Europe was made to integrate and not to separate. But everything is valid ? Of course, not! Integrating sounds better, but join by force does not work. Who said the Scots singling up the famous British community (which has little in common), not reintegrate back into the European Community, but otherwise? It costs money? Of course. So, as you need to save money, the logic is to banish the rights, silencing discourses, prevail and triumph in the same single line of thought. There is no money for such luxuries. If the democracies can not sustain it, so why continue them? Is it also a new form of fanaticism, which is criticized both to be taught and encouraged in madrazas, where the Koran is distorted, to drag crowds? Integration at all costs? The dictatorship of the majority? And if the majority is completely confused, muddled, wrong and proceed with its ignorance or stupidity? Is it worth following in his footsteps? What has been done to actually improve the overall culture, to make the closest citizens of culture, to foster constructive critical thinking in our Western societies in general? Almost nothing or even the contrary. Rebellion? It is welcome. An anarchist that sprays an ATM is a terrorist, wild, shameless. A banker who deviates millions, which will force all the people to pay their misconduct or incompetence of management is not, actually. Maybe it's a model citizen ... Why? Who really caused major damage to property? Someone talks about this? Are all outraged ? But the indignation serves anything when the power is completely addicted either by political interests, economic interests or geared for immediacy? Do these people think about the future of their children? Would they love them in fact? They only disguise it very well? ... It seems... But it is useless to accuse. However, we are and should be free or be free to judge, not in the sense of condemnation, but about the assessment of what is conceded by proxy vote to a few. Do they deliver what they promised? They knew well what they were going to do ? After all, what was their strategy? What were the general lines of the project for governance? Just don't raise taxes? Taxes ... But it was not what the Romans did in times dating back prior to the Christo birth? Have we evolved something about this aspect and in many others? What do we have actually learned or has been taught to us or was made available to us to learn? ... »[Noetic-23/09/2014]

«Pensando...No futuro...Por agora, ainda é possível pensar nessa hipótese, imaginária, de vida...Sete biliões de humanos... Uma ínfima parte, nem sempre a mais esclarecida e habilitada os conduz na governação humana. Grandes ideais, ao longo da História, constituiram bandeira e tão pouco, na realidade, foi alcançado. No entanto, é possível dizer, que é um facto de que muitos mais humanos vivem em paz do que os que vivem em guerra. Isso, no entanto, não nos pode tranquilizar, quando velhos, mulheres, crianças e homens morrem vítimas dos interesses económicos, da ganância pelo poder e da luta pela riqueza. Como se todos, pudessemos enriquecer ?...E o que é afinal a riqueza ? Existe só um tipo, uma forma ? Existe, algum direito que alguns tenham a mais do que aqueles que nunca o poderão vir a ser ?... A psicologia comum, debita slogans do estilo, querer é poder, quem procura sempre alcança e afins. Mas, é, verdadeiramente um engôdo. A filosofia do segue em frente, a luta continua, a esperança é a última coisa a morrer, faz destas coisas, põe tudo a mexer, seja por que motivo for. Há recursos para todos, diz-se. Falso. A logística para a sua equitativa redistribuição global ainda envolveria mais recursos do que aqueles que estão sobredisponíveis. A sustentibilidade da vida no Planeta, dá muito que pensar... Seria bom, que a cimeira dos chefes de estado voltada para as questões climáticas, fosse generosa e profícua. Mas, não basta! O que se tem feito quanto à educação das populações, acompanhada por uma mudança de paradigma industrial, comercial e de produção ? Muito pouco. Consuma, consuma, consuma. Eis, o que continua a suceder. Troque de aparelho de telemóvel, de tablet, de televisor, de automóvel, de casa, etc. Acredite na inovação, siga e ususfrua do melhor que a psicose das novidades tecnológicas tem para lhe oferecer. A economia não pode parar. As fábricas não podem parar. A vida não pode parar. Então, qual a solução, se fica tudo na mesma, seguindo a mesma lógica imparável que nos conduziu a esta situação quase paradoxal que nos coloca quase em risco de extinção ? Os inevitáveis céus e deuses, não chegam para as 'loucuras dos homens'. Nem sequer intervêm. Que pena, que se tenham silenciado há milhares de anos. Nunca mais deles soubemos alguma notícia, nem sequer um milagre! Pensamos e dizemos, temos tecnologia suficiente para nos preservarmos. Mas, a tecnologia não faz milagres sem uma radical mudança de mentalidades, de paradigma económico, de formas de viver. Quem não entender isto, fala de cor, se calhar, apenas balbucia. Guerras ? Dará jeito a alguns ou a todos que alguns morram ? A que propósito ? Com que intuito ? Se todas as religiões se dizem pacíficas, por que são as primeiras a provocar guerras ? Estranho ? Bem, existe uma indústria de armamento, que se funda na dita autodefesa. Mentira, um missil balístico intercontinental nuclear é uma arma de agressão, nunca foi ou será uma arma defensiva. Dirão, é dissuasor. A dissuasão, sim, através do medo, o tal sentimento que os políticos e a política incute nas gentes, para que elas se fanatizem em torno de uma ideia única, seja ela, nacional, comunitária ou outra, não conduz a nada. Não interessa educar se o que se pretende é incutir o medo. Sim, o medo. O medo que a Escócia se separe dos seus eternos colonizadores. Que a Catalunha referende a sua separação da Espanha, etc. Dizem-nos, a Europa fez-se para integrar e não para separar. Mas vale tudo ? Claro, que não! Integrar soa melhor, mas unir à força não resulta. Quem disse que os escoceses individuando-se da famosa comunidade (que pouco tem de comum) britânica, não se reintegrariam de novo na Comunidade Europeia, mas de outra forma ? Custa dinheiro ? Claro. Então, como é preciso poupar, a lógica é banir os direitos, silenciar os discursos, prevalecer e triunfar na mesma linha única. Não há dinheiro para esses luxos modernos. Se as democracias não se conseguem sustentar, então para quê continuá-las ? Será também alguma forma de novo fanatismo, que tanto se critica ser ensinado e incentivado nas madrazas, onde o alcorão é desvirtuado, para arrastar multidões ? Integração a todo o custo ? A ditadura da maioria ? E se a maioria estiver completamente confusa, baralhada, errada e prosseguir com a sua ignorância ou estupidez ? Valerá a pena seguir-lhe os passos ? O que se tem feito de facto para melhorar a cultura geral, para tornar os cidadãos mais próximos da cultura, para fomentar o pensamento crítico constructivo nas nossas sociedades ocidentais em geral ? Quase nada ou até mesmo o contrário. Rebelião ? Não é bem vinda. Um anarquista se pintar com um spray uma caixa multibanco é um terrorista, um selvagem, um desavergonhado. Um banqueiro, que desvia milhões, que obrigarão todo o povo a pagar a sua má conduta ou incompetência de gestão não o é, na realidade. Talvez, seja um cidadão exemplar... Porquê ? Quem de facto causou maiores danos à propriedade ? Alguém fala sobre isto ? Ficam todos indignados ? Mas, a indignação serve de alguma coisa, quando o poder está completamente viciado quer por interesses políticos, quer por interesses económicos vocacionados para o imediatismo ? Será que essas pessoas pensam no futuro dos seus filhos ? Será que os amam de facto ? Será que somente o disfarçam muito bem ?... Parece. Mas, de nada serve acusar. No entanto, somos e devemos ser livres ou estar livres para julgar, não no sentido da condenação mas, da avaliação daquilo que é, por procuração do voto, indigitado a alguns. Cumprem o que prometeram ? Sabiam ao que iam ? Afinal qual era a estratégia ? Quais as linhas gerais do projecto para a governação ? Não aumentar impostos ? Mas...Impostos não era o que os romanos faziam em tempos que remontam até à anterioridade do Christo ?...Evoluímos alguma coisa quanto a esse aspecto e quanto a muitos outros ? O que é que de facto aprendemos, ou nos ensinaram ou nos diponibilizaram para aprendermos ?...»[noético-23/09/2014]



A FORMIGA

«A dimensão ética, da formiga que se tornou deus e que um dia olhou para o espelho, foi descobrir que, não tinha ninguém acima dela, nem abaixo. Nem mesmo tinha alguém a seu lado, pelo que morreu de enfado e de solidão.»[noético-26/09/2014]











VIVER OU SABER VIVER ?...

«O único sinónimo que encontrei na vida para ridículo é, não a viver! A vida é demasiado preciosa para se ter que conjugar com mais adjectivações tais como a célebre mas kitsch e perigosa noção de que é preciso saber viver.»[noético-01/10/2014]

«The only synonym that i've found for ridiculous is to not live life. Life it's too precious. It doesn't need no other adjectives, inclusive the well known, kitsch and dangerous saying, we need to know how to live.»[noético-01/10/2014]


DELICIOSO

«Estou, sem vergonha, sem medo, desarmado. Tudo me leva a um só caminho. Ah, que delícia! Que frescura! Que odor a crisântemo e a rosas perfuma, de novo, a minha vida. Não há mais suspeitas, nem dúvidas, não há mais enganos, nem queixumes. É Outono e, sinto-me em Primavera, como um adolescente colhendo rosas à beira de uma estrada. Hum...Hum...Delicioso.»[noético-25/10/2014]








sábado, 18 de outubro de 2014

THERE IS NO HOME BECAUSE HOME IS THE ROAD

«Não existem super-herois (SH) embora passemos a vida a sonhar com eles imaginando-os os modelos em que nos pretendemos tornar. Também, as nossas respostas resultam não só da reflexão sobre as condições actuais, as nossas anteriores experiências, de todo o nosso conhecimento acumulado, assim como, do conselho ou testemunho de alguém em quem depositamos a nossa confiança. Tudo isto é questionável. Mas não vamos por aí. (SH) podem ser santos, figurinhas de banda desenhada, personagens de romance, etc, qualquer pessoa que tomamos como exemplo. A psicologia do exemplo, está, no entanto, parece-me, mal estudada. Em que sentido ? Quanto às formas nada há a dizer. Quanto ao seu resultado, aí, é que reside a questão. Saber que o homem aprende pela mímica, pela imitação é corriqueiro, vulgar. Mas, não se aprende apenas imitando ou só por que se imita. Talvez, aí, resida outra questão. Será que também se aprende e muito com a criação ? Na verdade, a falha ou erro estão sempre presentes, quer seja na cópia falsificada (mesmo sem propósito de falsificar) quer na criação falhada ou frustrada. Em verdade, algo que debaixo de certas circunstâncias e num certo tempo não resultou não significa que segundo outras circunstâncias e noutro tempo não se venha a verificar. O que não existem é milagres, incluindo nisso, a possibilidade antecipada e definitiva de decretar a sua total impossibilidade. Se uma ligeira alteração na gravidade terrestre se produzisse, até, talvez, os homens pudessem voar sem avião. A lei da gravidade pode ser universal, mas a gravidade também tem diferentes medidas e pode sofrer alterações reais e locais. A indução não justifica o futuro, apenas lhe pode conferir um certo grau de confiança baseada na probabilidade de tal e tal voltar a acontecer. Mas, essa futurologia é trivial. O que virá a acontecer pode contrariar totalmente até as leis da física actual. O desconhecido não é enquadrável, antes, é, positivamente imprevisível. Factores e condições estudadas são fruto de trabalho árduo e honesto que nos proporciona um certo grau de tranquilidade, estabilidade, segurança, confiança. Não está certo ou errado. É apenas fruto do estudo e do trabalho erigido de forma inteligente e inteligível do humano. Mas, todos sabemos que aquilo em que confiamos pode desvanecer-se em pó. Assim, como, também sabemos que aquilo em que afinal não confiávamos pode acabar por se revelar - sempre no tempo - digno ou merecedor da nossa confiança. Contudo, assentar arraiais naquilo que se confia ou, simplesmente, desconfiar de tudo, não faz qualquer sentido. Ao contrário de muitos filósofos que atormentados com suas dúvidas concluiram que a vida era absurda eu, contraponho, que não. A vida só acaba por se tornar um absurdo quando é tomada por esses extremos e depois vivida, absurdamente numa espécie de perpétua cópia de algum momento ou coisa tida como imaculada.[noético-18/10/2014]




terça-feira, 14 de outubro de 2014

O MAIOR VILÃO, SOU EU!

«Hoje, sonhei que tinha sido roubado por um bando de narcotraficantes que me extorquiram meu dinheiro. Me sentindo incomodado, fui apelando à sua compaixão. Desamparado, acabei, caminhando sem direcção. Me refugiei numa mansão, querendo encerrar todas as portadas em busca de proteção. Nada funcionava e, achei isso, uma desolação. De repente, estava acompanhado e, se acabou minha solidão. Mas, parti logo para outro lado, deixando minhas visitas abandonadas, bebendo um chá, num salão. Quis retomar o meu sonho mas, não encontrei solução. Afinal, sendo eu a vítima, também eu gostava dessa forma, traindo, igualmente, ao fingir, pedir compaixão. Parece um poema, mas não. É, antes, um pesadelo, curto, sobre a história de um vilão. No fundo, no fundo, podemos acreditar em nosso coração ? E, será que nossa razão, apenas nos traz iluminação ?»[noético-14/10/2014]



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes


Alexandre O'Neil - in, «Poesias Completas 1951-1986»,
Imprensa Nacional, Lisboa, 1990.


LOVE IS...

«Love is...The only redemption!»[noético-12/10/2014]











MATRIX ?

Artist: Sarolta Bán
«- Let me ask you, do you know if you realy exist ? - Sorry i don't want to talk about the Matrix. - No. Let's talk about the film cause i want it to. - Do you know what it's the main theme ? No ? Then pick up the phone and get lost because i said it i'm not in the mood to speak about it.»[noético-11/10/2014]

«- Mas, tu sabes se existes ? - Desculpa-me, mas, não quero falar sobre a Matrix. - Não! Vamos lá falar sobre isso, pois, eu quero falar sobre o filme. - Mas, tu sabes qual é o tema principal do filme ? Não?! Então, pega no telefone e desaparece, pois, eu, já te disse que, não estou com disposição para falar sobre isso.»[noético-11/10/2014]





AGUARDAR ?

«Que sentido teriam, para ti, as tuas últimas palavras se, não tivesses tempo para as expressar ? Então, de que estás à espera para as pronunciar ?»[noético-11/10/2014]


OS FRUTOS DO DELÍRIO


npa@2013
«Perdi muito tempo no remoinho de coisas espúrias, quando, afinal, bastaria apenas um pouco de carinho. Distraído, desatento, perseguindo os frutos alucinogénicos de uma árvore que, até, me esqueci de pegar a maçã caída, a maçã tocada, mesmo ao alcance de uma pequenina mão. Mas, nem tudo que está ao alcance recebe a nossa atenção. Vivemos obcecados por uma ânsia de coisas que apenas alimentam nossa vaidade. Parei para te escutar, para te ver, para te amar e tudo se resumiu a esse momento. Só isso levarei comigo.»[noético-11/10/2014]








SER INCOMPLETO

Artist: Sarolta Bán
«Meus textos, meus versos, minha vida parecem possuídos de um irrealismo demolidor. Sempre se diz que há que tentar o impossível. E se for possível mesmo ser descabido, inadaptado, surreal ? Será mesmo possível realizar o ser, essa autêntica impossibilidade ? Ter o irrealismo como ideal ? Tanto se fala de realidade que nos parecemos, cada vez mais, com bichinhos entrando e saindo das tocas, acabrunhados! Real ? O que é real ? O básico ? O essencial ? O fundamental ? Como se conjuga tudo isso que não está escrito em nenhum lugar ? Sim, não está escrito. Escreve-se a toda a hora. Precisa de muleta, bengala ou método? Precisa de ordem e rotina para facilitar essa tarefa ? Não acredito nisso. Não acredito em fundamento. Quando se fala em razão ou em ter razão, postula-se uma monstruosidade redutora de toda a diferença. Isso, não é olhar. Isso, não é realizar. Isso, nem é simplificar. É como esconder o sol por uma peneira. O pó, não é o tapete, para debaixo do qual, muitas vezes, o atiramos. Certo, estou errado. Não sei mais nada. Parece-me suficiente.»[noético-11/10/2014]

DIÁLOGOS MONOLOGANTES

Narciso e Eco - John William Waterhouse
«Vamos-nos desentender ? Óptimo. Comecemos por aí. Teremos que nos vir a entender ? Não poderemos simplesmente dialogar e manter as divergências ? Teremos que estar em concordância para caminharmos juntos ? Ceder ao outro, por que razão ? Por que não, nada ceder e, simplesmente, respeitar as diferenças ? Será que, afinal, apenas queremos que o outro sirva de espelho para reflectir a nossa vaidade ? Que reflicta um mesmo de nós próprios ? Não compreendo. Para mim, não bate certo. O amor ao próximo é muito mais do que isso. Imagine-se se todos concordassem?...Seria lindo...Não?!»[noético-11/10/2014]




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FILAMENTOS

«Não estou num estado. Estou em trânsito. Tu, apresentas-te como um agora mas, vives a pensar no depois. Depois, não é apenas no tempo que devora todo o presente. Depois, é, também, o que à partida, um passado, te leva a cogitar como fruto, resultado, consequência. Psicólogos, chamam-lhe 'situar-se'. Saber situar-se...Parece uma normalidade, um passo estudado de uma caçada, um degrau necessário para alcançar, mais do que um triunfo, um troféu. Maldito intangível, sempre presente. Intocáveis, somos todos nós, desde o corpo às esferas, desde a voz à escrita, desde a música ao silêncio e, por aí fora. Todos preferimos o decifrado. Amamos triunfar, senão, para que serviria glorificar o triunfo, o esforço, o trabalho ? Sofrer não para fazer das dores queixume mas para as transformar numa delirante chuva de rosas, de preferência, perfumadas. Não sei se escrevo ou apenas gatafunho epitáfios?... Tudo morre escrito ou por escrever à margem do nosso desejo insaciável. Vou-me embora. Vou-me silenciar. Vou-me impedir de pronunciar. Afinal, quando dizia que falava apenas articulava fonemas ao desbarato...Não nasci para relator, narrador, romancista, literato. Pensador? O que significa isso ? Confesso que não faço ideia pois, nenhuma ideia aprendi a fazer. Não faço por isso ideia do que possa ser uma ideia.  Ah! Mas digo a toda a hora que sou como uma lâmpada acendendo e apagando, num discurso binário criador de intermitências. Ligar a corrente ou desligá-la preservando o seu abastecimento alternado. Dosear correntes, sentimentos, palavras e outras sonoridades. Dosear ritmos e baladas. Dosear a vida desligando-a para manter como suspenso o jogo autêntico entre o começo e o fim. Brincando como numa casa de bonecas ao aparece e esconde para tornar, de novo e sempre a procurar. Mas, de quando em vez o gerador parece falhar. Mais um falso alarme? Mais um alarme que dispara? E a turbina sempre a rolar. Perigo! Rotação elevada. Será esta mais uma falsa avaria mecânica fruto de um insecto ou ácaro que pousou nalgum filamento da nossa vida ? Não sei. Só sei que me vou. Para onde, como, por que razão, não sei também! Se tivesse que explicar todos os passos da minha caminhada imagino que só encontraria desvios e escapatórias mesmo até quando meus pés rolavam num planisfério de rotas e rumos georreferenciados. Adeus! Odeio esta palavra! Vou-me, é bem diferente de ir-me. Por agora, vou-me. Ainda não me fui e, no entanto, já aqui não estou.»[noético-08/10/2014]




MARGENS

«Não há verso mais lindo que o nosso silêncio de mãos dadas. Um silêncio sem palavras, como poesia sem versos, reversos ou inversos. Qual harmonia desabitada e que consubstancia nosso segredo intangível. Margens que amam o mesmo rio que entre elas corre até que a persistência das correntes as dilua como sedimento.»[noético-08/10/2014]


terça-feira, 7 de outubro de 2014

IN THE GARDEN - NO JARDIM

Garden of Eden: Michelangelo, Sistine Chapel
«Nossas almas eclodem como estrelas brilhantes fundindo-se em nossos corpos como perfeitos amantes. O mal é nos querermos tanto. O bem nossos corações ultrapassando mundos distantes. Não é possível descrever o encanto de quando nossos olhos se cruzam como um só canto. Suave melodia que o rouxinol entoa. Até parece poesia que pelo ar ecoa. No nosso jardim verdejante brotam perfumes de todas fontes guiando nossos caminhos por rios e montes. Busquemos em cada flôr o polén de nosso amor infante.»[noético-07/10/2014]


«Our souls hatch as bright stars merging in our bodies as perfect lovers. Evil is wanting each other so much. The well our hearts surpassing distant worlds. Can not describe the charm when our eyes meet, as one song. Soft melody that the nightingale sings. It seems that poetry echoes the air. In our green garden spring perfumes of all sources guide our paths by rivers and hills. Let us seek in every flour the pollen of our infant love.»[noético-07/10/2014]


NEM BONS, NEM MAUS...

«És boa pessoa. Ouve lá, aviso-te, não sou nada. Não insistas nessa crença. Os bons não sei quem são. Os maus, também, não. Talvez, não sejam apenas aqueles ou aquelas que na recta final matam, estropiam ou roubam. Nem os outros, os bons, são aqueles que se diz terem triunfado pelo bem. Tudo isso é fictício. Nem te explico porquê. Se te incomodares a pensar um pouco, rapidamente, perceberás.»[noético-05/10/2014]


SPEAK

«Não é perdão. Não é aceitação. Não é...Deixa-te fora do baralho, continuando teu ser, apesar de toda a interdição. Diz o gabarola: eu só falo quando tenho a certeza. Pergunta: então você não deveria permanecer calado, para começar? Claro que tudo isto é baseado em diá-logos? Reais ? Mas, de onde é que esta veneração pelo silêncio nasce ? A certeza como checkpoint, qual barricada revolucionária, qual parvoíce?! Desbloqueia! Fala! Mas, por favor, ignora o dogmatismo e certos romancistas e filósofos que te dizem a toda a hora, stop, reverencia. Quando é que passas a considerar-te um pensador em vez de um, isto ou aquilo, reconhecível em qualquer nauseabundo corredor de pseudo-intelectualidades instruídas e pseudo-arejadas? Quando? Para chegares ao como, terás que reptar pelo menos duas vezes. A primeira é só para parares para pensar por ti, sobre a pergunta que te fizeram.»[noético-05/10/2014]

«It is not forgiveness. It is not acceptance. It is not ... Let you off the deck, continuing your being, despite all the ban. Talker says: I only speak when I'm sure. Question: then you should not remain silent to begin with? Of course this is all based on dia-logos? Real? But where this veneration to the silence is born? Certainty as checkpoint, which revolutionary barricade, what bosh ?! Unlock! Speak! But please, ignore the bigotry and certain novelists and philosophers who tell you all the time, stop, reverence. When do you raise and start to consider you as a thinker instead of one, this or that, in any recognizable nauseating corridor educated pseudo-intelectual and airy? When? To get to the how, you'll have to defy at least twice. The first is only for you to stop thinking about you, about the question that was brought to you.»[noético-05/10/2014]




POLIGONIA

«Podes querer morrer, mas...Não podes ? Claro que não! Os santos populares, da igrejinha, das audiências, da cultura pensam que,por bem? (utilizo aqui a interrogação mas poderia utilizá-la à espanhola, invertido, porque a interrogação fica por aqui), o bem deles, que todos têm de te trazer de novo à vida, ao mundo, quais pseudo-deuses emplastros, quais mecânicos de oficinas terrestres ou divinas, empenhados em toda e qualquer reparação?!... Mas, existe de facto, alguma coisa a reparar que, não seja mais uma falsa missão, convictos de que, não te deixar partir, perfaz toda a moral e todo o sentido ?!... Enfim! Quanto a isso, enfastio-me, mas, pior, começo a detestar os bois por que transformam a sua quadratura - não na do círculo, que alguns lógicos de circunstância professam como impossível, pobres coitados, pois, bastaria pôr um quadrado a girar, que percepcionariam e veriam ser a mesma coisa e, talvez, nunca descobrissem se não seria uma circunferência ou outro, qualquer, polígono geométrico, a girar - em verdade lógico-absoluta, muito querida, mas jamais encontrada! E, contra toda essa lógica absoluta, quadrada, que nem é uma coisa, nem outra, mas que, vaidosa, pretende ser ambas...Bem, voltemos à morte, ao infeliz ou infeluz desistido. Infeluz, não existe.  Mas, é claro que existe! A palavra é que está em falta. Trata-se dos divididos entre a luz e a escuridão, quais fieis do maniqueísmo e da comercial remodelação platónica em marketing para as massas sob a obtusa fórmula inquinada da marketeologia (marketing+teologia) politizada, cuja tentativa é de plastificar os cornos de uma vaca e torná-los o cosmos para toda a gente. Não se pode...Não se pode... O quê ? Vamos então lá entrar na filosofia positiva. Você pode, tem capacidade, merece, atingiu, foi eficaz, prevaleceu, deu exemplo...Só lhe falta a cenoura do engodo! O lamentável é, na maioria das vezes, nem se ter apercebido. O pior, mesmo, é assemelhar-se cada vez mais com um penso higiénico absorvente dos sangues, urinas e fezes da nossa cultura. Não lamento. Está escrito na cara, no seguro, precioso e magnífico, projecto de vida... Ah! Como é bom ter um projecto de vida ?... Bem... Numa segunda volta, demolir projectos, será o mote. Há muitos que nem mereceriam, mas, por isso mesmo, devem ser ultrapassados. Quanto aos outros, só merece mesmo a pena dizer, felizmente, a história os derrubará!»[noético-06/1/2014]


LIFE IS A QUESTION

«Human life is like a question. The ones that live ask the world and themselves. Looking for an answer they transform themselves into a major question. The world offers and scapes itself as meaning authorizing our creations and projections.»[noético-07/10/2014]

«A vida humana é como uma questão. Quem vive interroga e interroga-se. Ao procurar uma resposta transforma-se numa cada vez maior incógnita. O mundo, oferece-se e furta-se ao sentido permitindo as nossas criações e projecções.»[noético-07/10/2014]



ROTA OSCILANTE - SWING ROUTE

Caravela Portuguesa Latina de 2 mastros
«Numa rota de fundo oscilante vai viajando pela vida, recolhendo-se em enseadas amorosas para não ser tolhido pelas tempestades e tormentas. Em cada porto itinerante abastece a sua nau de víveres atirando-se de imediato para o largo. O seu caminho não vai nem vem, é, como um imponderável deserto, cujas linhas se dissipam bafejadas pelo vento. Navega à luz, intermitente, prisioneiro da sua fé na altura e lonjura dos astros, medindo a sua marcha pelo tamanho dos seus remos que pediu, por medida,  emprestados a seus pés. Quem és? Quem és? Que teus brados não encontram eco em nenhuma linha de horizonte. Veleja de mãos abertas à popa e à bolina, amarrando seu coração ao massame desgastado pelo uso e pelo tempo. Da Terra não tem vista, do céu que avista reflecte o mar, por onde, os albatrozes peregrinos o seguem por companhia. Lançadas ou recolhidas as âncoras se sente um peixe enredado na sua quotidiana faina. Quem és? Quem és ? Mas, só o silêncio, em uníssono, lhe responde.[noético-07/10/2014]

«On an oscillating background route, goes traveling through life, collecting in loving coves not to be hampered by storms and tempests. In each roving port supplies the vessel of food throwing himself immediately to the side. His path doesn't go or even come, is like an imponderable desert, whose lines dissipate, heated by the breath of the wind. Navigate to light, intermittent, a prisoner of his faith on the highs and remoteness of the stars, measuring its march by the size of its oars asked, by measure, lent to her feet. Who are you? Who are you? That your cries find no echo in any skyline. Sails of open hands aft and to windward, tying his heart to rigging worn by use and time. From the earth has no view, from the sky he sees reflects the ocean, where the pilgrim albatrosses follow as company. Released or collected the anchors, feels entangled in their daily toil fish. Who are you? Who are you? But only silence, replied in unison.» [noético-07/10/2014]