terça-feira, 28 de outubro de 2014

FALTA TUDO PARA SER TUDO

Jeroen van Aeken, (Hieronymus Bosch) - Nau dos Insensatos
«Todos ? Mas que raio!...Tenho que ir nessa Barca ? Todos ? Mas quem é que pode falar por todos ? Quieto, amigo! Fala por ti. Cala essa matraca (boca) e fala apenas por ti. O Sol nasce para todos, dizes...A verdade é, que não nasce para todos, pelo menos ao mesmo tempo. Num lado do Planeta é dia, no outro, noite. Percebes ó deslumbrado ?! A gravidade...Sim, a gravidade. Universal. Sim, universal, segundo as leis racionais que somos capazes de conceber. Agora imagina um mundo em que no mesmo planeta tens dois ou mais diferentes tipos de gravidade, incluindo a sua ausência...Consegues imaginar ? Universal ? Sim. Aplica-se a mesma fórmula. E quando não há gravidade também se aplica a gravidade ?...Hum! Percebo. A ausência de gravidade faz parte da lei da gravidade. Faz ? Que estranho!?... Não deveria antes ser a lei da anti-gravidade ou da não-gravidade, que até são coisas distintas ? Faz sentido universalizar ? E se o Universo for um Pluri-verso ou Anti-Verso ?...Haverá sempre o Verso, não é ? Ou será que não ? Padrões e estabilidade. Lei. Reunião é o leitmotiv. Reunidos debaixo de uma única razão, de um padrão que nada tem de único, pois uns pensam em astros e outros em libelinhas e, eu, penso em fósforos e velas. Entendes ? Claro que sim. Pensamos, todos. E então o vício torna-se mote, de uma ciência. Que interessante...Todos ?...Um raio! Não tens vida nem razão nem inteligência que te permitam essa transgressão abusiva para elucidar, garantir, profanar. É tudo, por agora!...Ou, seja, falta muito mais para ser tudo.»[noético-27/10/2014]

Sem comentários:

Enviar um comentário