«Hoje, sonhei que tinha sido roubado por um bando de narcotraficantes
que me extorquiram meu dinheiro. Me sentindo incomodado, fui apelando à
sua compaixão. Desamparado, acabei, caminhando sem direcção. Me refugiei
numa mansão, querendo encerrar todas as portadas em busca de proteção.
Nada funcionava e, achei isso, uma desolação. De repente, estava
acompanhado e, se acabou minha solidão. Mas, parti logo para outro lado,
deixando minhas visitas abandonadas, bebendo um chá, num
salão. Quis retomar o meu sonho mas, não encontrei solução. Afinal,
sendo eu a vítima, também eu gostava dessa forma, traindo, igualmente,
ao fingir, pedir compaixão. Parece um poema, mas não. É, antes, um
pesadelo, curto, sobre a história de um vilão. No fundo, no fundo,
podemos acreditar em nosso coração ? E, será que nossa razão, apenas nos
traz iluminação ?»[noético-14/10/2014]

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