terça-feira, 7 de outubro de 2014

POLIGONIA

«Podes querer morrer, mas...Não podes ? Claro que não! Os santos populares, da igrejinha, das audiências, da cultura pensam que,por bem? (utilizo aqui a interrogação mas poderia utilizá-la à espanhola, invertido, porque a interrogação fica por aqui), o bem deles, que todos têm de te trazer de novo à vida, ao mundo, quais pseudo-deuses emplastros, quais mecânicos de oficinas terrestres ou divinas, empenhados em toda e qualquer reparação?!... Mas, existe de facto, alguma coisa a reparar que, não seja mais uma falsa missão, convictos de que, não te deixar partir, perfaz toda a moral e todo o sentido ?!... Enfim! Quanto a isso, enfastio-me, mas, pior, começo a detestar os bois por que transformam a sua quadratura - não na do círculo, que alguns lógicos de circunstância professam como impossível, pobres coitados, pois, bastaria pôr um quadrado a girar, que percepcionariam e veriam ser a mesma coisa e, talvez, nunca descobrissem se não seria uma circunferência ou outro, qualquer, polígono geométrico, a girar - em verdade lógico-absoluta, muito querida, mas jamais encontrada! E, contra toda essa lógica absoluta, quadrada, que nem é uma coisa, nem outra, mas que, vaidosa, pretende ser ambas...Bem, voltemos à morte, ao infeliz ou infeluz desistido. Infeluz, não existe.  Mas, é claro que existe! A palavra é que está em falta. Trata-se dos divididos entre a luz e a escuridão, quais fieis do maniqueísmo e da comercial remodelação platónica em marketing para as massas sob a obtusa fórmula inquinada da marketeologia (marketing+teologia) politizada, cuja tentativa é de plastificar os cornos de uma vaca e torná-los o cosmos para toda a gente. Não se pode...Não se pode... O quê ? Vamos então lá entrar na filosofia positiva. Você pode, tem capacidade, merece, atingiu, foi eficaz, prevaleceu, deu exemplo...Só lhe falta a cenoura do engodo! O lamentável é, na maioria das vezes, nem se ter apercebido. O pior, mesmo, é assemelhar-se cada vez mais com um penso higiénico absorvente dos sangues, urinas e fezes da nossa cultura. Não lamento. Está escrito na cara, no seguro, precioso e magnífico, projecto de vida... Ah! Como é bom ter um projecto de vida ?... Bem... Numa segunda volta, demolir projectos, será o mote. Há muitos que nem mereceriam, mas, por isso mesmo, devem ser ultrapassados. Quanto aos outros, só merece mesmo a pena dizer, felizmente, a história os derrubará!»[noético-06/1/2014]


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