sábado, 30 de novembro de 2013

TRANSMIGRAÇÃO

Foto: Porto - [AEP]
«Como posso eu dar-te, o que não sei de mim? Tu, pedes-me, e eu rasgo-me todo, com violência, numa busca sem fim...Que procuro, não sei ?... Se for ao encontro da tua minha imagem, acabarei por reconhecer que me despedaçarei. Por isso, não vou. Não vou, nem encontrarei. Mas, depois, tu bem o saberás, como o lamentarei... Sair de mim, para ti, é a loucura. Não posso estar certo de que estou são, mas sigo as batidas deste meu coração, em alvoroço, possuído pela paixão. Todo o criar é transgressão, e o sofrer é o imenso deserto da decepção. Não sei por onde ir, se por aqui, ou antes, se por ali? Andar nisto uma vida inteira é uma agonia. Nem tu sabes, se bem, eu te faria. Por isso, não ligues. Não te exponhas. Guarda em silêncio a vida que a mim, te traz, e eu guardarei em mim, a vida que a ti, me leva.» [noético-30/11/2013]

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

EM PÉ DE GUERRA

«Estes estupores que nos governam, são giros a valer! Provas para professores contratados (no desemprego, ou até já sem trabalho, casa, subsídio, etc.) pagas pelos próprios, são um verdadeiro convite a alimentar este monstro, que nos devora a cada minuto com manigâncias, esquemas corruptos, taxas, impostos e outras artes de extorquir, arrancando-nos a ferro e fogo qualquer vintém ganho com suor, trabalho ou imaginação árdua. Então por que é que os professores do quadro não prestam provas também ? O princípio da igualdade, consagrado na Constituição ? Não! São igualmente um convite à violência. Sim! Um convite à VIOLÊNCIA!...Perder a calma ? Estado de Direito ? Mas qual Estado de Direito ? Desobediência civil, já!!!...Querem saber ?... Durante anos cidadãos que adquiriram casas junto à orla costeira pagaram tudo o que tinham a pagar de licenças, de taxas, de impostos municipais e por aí fora. Estava e está tudo legal. Até existem cadernetas prediais, registos nas conservatórias, etc. A Lei, diz-se, neste País, governado por MALANDROS, que é ou deve ser universal. Pois é...Isso significa que é igual para todos. Mas será ? Pelos vistos parece que não. Vai entrar em vigor em 2014 uma Lei 54/2005 (notem bem, em 2014) que regula as propriedades localizadas a menos de 50m da orla marítima. O que se exige ? Que os proprietários tenham de provar que as suas propriedades já eram de uso privado antes do ano de 1864. Repito, 1864! Nem ainda a República existia. São as chamadas Leis retroactivas...Mais uns anos e pediam documentos do tempo do terramoto de 1755. Ahahahah. Leis que mudam ao deus dará, 'tendem', como agora está na gíria dizer, pois parece bem, a ser universais...Ahahahah. Desculpem-me, mas isto é, parece-me, uma autêntica brincadeira... Só que a brincadeira tem limites. Pelo menos para mim.  O que pode acontecer, se os proprietários não encontrarem a agulha num palheiro ? Acham que vão demolir as casas de toda a orla costeira portuguesa ? Não. Há marinas projectadas, campos de golfe, etc, e com elas a expectativa da chegada de muitos barcos, de gente com muito dinheiro. Seguir-se-lhes-ão, os empreendimentos de luxo, os condomínios para gente rica e as negociatas chorudas. Pois é! É isso mesmo. Por que os proprietários que não o provarem serão expropriados, perdarão o direito de herança ou passarão a pagar rendas ao Estado/Municípios (ainda não é claro). Chega de anormais a brincar com a vida das pessoas. Depois, querem que permaneçamos tranquilamente em casa a ver desfilar um Estado que nada tem de Direito senão a corrupção e o compadrio. Universal ? O caraças!!! E acham que é assim que vamos a algum lado ? Ainda hoje, se fizeram contas aos ganhos com os cortes de pensões que aí estão para chegar e aos ganhos das maiores fortunas (os únicos empreendedores e exportadores deste país, pelos vistos). O saldo ? Meus amigos...Meus amigos...Nem brinquem. Todos já sabemos sobre quem recaem os sacrifícios e em quem eles os (Governantes) nunca tocam, por que foi o dinheiro das grandes empresas que lhes pagou as campanhas eleitorais. Depois, querem que a gente ainda acredite nesta treta de Constituição, nesta miséria de legislação que os cidadãos durante anos cumpriram e cumprem, para que de um dia para outro, uns labregos sem dignidade (pois não merecem outro nome) revoguem tudo? Isto, não é um desabafo! É uma posição política. E cuidado...É um aviso...Claro que é! Um aviso que as leis não são para respeitar por que são os próprios legisladores a desrespeitarem a Lei, conforme lhes é favorável ou não. Por isso, por que havemos nós de respeitá-la ? Para quê levar com estas coisas ? Incitação à violência ? Não! se quiserem também ficar com a minha casa, garanto que não a encontrarão de pé! Querem gente mansa ? Comigo não contem mais!»
[noético-27/11/2013]

UM FARDO CHEIO DE NADA

«Não te sei dizer...Carregas contigo os teus projectos que parecem mais pesados que o chumbo...Ah!...É a responsabilidade, essa flecha que parece a espada de Dâmocles, sempre pendente sobre a tua virtude ética de procurares a perfeição a máxima eficiência... Compreendo, mas não comungo dessa hóstia (vítima) misteriosa que te presta socorro por trazer-te alento e te deixa penar...Oh, como te leio, nesses magníficos e despertos olhos...Nem imaginas por onde me fazes navegar...E é afinal tudo tão simples. Mas o tempo intromete-se e pede-te que não te esgotes e que não te entregues ao momento...E, transforma-se em solenidade, o adiar... É óbvio que não se vive apenas do momento, senão o que seria dos teus projectos ? Um projecto é um objectivo a cumprir, uma missão, uma entrega a um processo de edificar...Sei de tudo isso. O que me cansa é que se perde a vida nisso tudo...E não existe nenhum depois... Os prémios são tão vãos que por vezes até me apetece implorar-te para parares...A simples palavra prémio arrepia-me, causa-me náuseas! Não se vive para prémios ou vive-se ? Se, se vive, então eu não vivo para o viver do mesmo modo. Houve tempo em que lamentaria tudo isso. Hoje, já quase nada me causa honra ou remorso. Mas, continuo sem te entender, ou faço por isso...Procuro não te entender para não me fascinar por tão radical empreendimento que tu levas avante como se de tudo se tratasse. Há muito que todos os meus sonhos faliram. Não deixei de os ter...Simplesmente deixei de os imaginar...E vejo-te ou rejubilante ou falida a horas diferentes do dia, do mês, da semana, do ano...E queres que te ame como se de uma maré se tratasse ?...Não, não tomo banhos nesse mar.» [noético-26/11/2013]

THE KEY OR NOT THE KEY ?



«If a key opens one door you'll never think that it will open all the doors. If that key opens also a lot of other doors you'll soon reach to a point where you begin to wonder if it won't open any door. Moved by the sudden magical power of that key it is easy to fall in a big mistake. To consider that that key is universal. Induction leads us to these kind of conjectures. Though it's natural and common it may reveal to be a wrong way to take. So easiness or the raisor of Ockham don't result to everything we would like to. Keep it in mind.» [noético-21/11/2013]

FOUR SIDES

«I have at least four sides of me to deal with. The brighter, the bright, the shadow and the shadowest side. Whatever is my present side it isn't more or less true than the others. I suppose you'll have that in mind when you start to judge me...or...perhaps not ?...» [noético-21/11/2013]

A FUGA DA IMAGEM

«Quem eu amo não me ama, parece-se com a minha imagem do espelho que não se revê em mim. É engraçada esta ideia do outro de nós que nos fita sem nos reconhecer. Poderia ser uma catástrofe mas acaba por ser curioso. De um lado há riso, do outro, dor. A meio, as meias faces diluem-se num plano de fuga que se escapa à admiração ou repulsão mútua. Se este espelho se partir não se passará a viver apenas do azar...Amar o que queremos que seja apenas nos torna mais egoístas e alheios à diferença que medra em todos nós.» [noético-27/11/2013]

sábado, 23 de novembro de 2013

SE VIVESSES SÓ DE IMAGENS

«Quando perderes, ou se perderes a visão, as palavras, talvez passem a ter outras dimensões...» [noético-23/11/2013]

A MINHA LISTA DE AGRADECIMENTOS

«Já pensaste no alcance destas palavras?...Muito obrigado! A quem tu agradecerias?...Eu, já fiz esse exercício.»[noético-23/11/2013]

O OLHO QUE CHORA

«A hora de chorar há-de chegar. Comovidos, parecer-nos-emos com anjos convertidos à humana condição que renegamos, embora todos abertamente o confessemos ser. Deve ser por isso que eu chorarei só por um olho. O outro, coitado, há muito que cegou! É também aquele que me preocupo mais em preservar...» [noético-23/11/2013]

O CIENTISTA DESGOVERNADO

«O cientista desgovernado poderia começar por ser um óptimo título de um romance. Na realidade, poucos ou quase nenhum cientista se deixa tomar pelo seu entusiasmo sem tomar em consideração a tábua dos mandamentos da investigação científica. Os cânones são para seguir e respeitar. E, muito bem. Mas, imaginemos que todos seguem esse percurso e que a natureza não funciona segundo esses procedimentos discutidos e sedimentados ao longo dos séculos, e resolve mostrar mais uma diferente forma de ser desconhecida até hoje. Muito gratos ficariam aqueles para quem a imediata resposta seria, a de que se trataria de mais um desígnio de Deus. Infelizmente poder-se-ia ripostar-lhes que, a ser assim de facto, então Deus nunca tinha explicado nada aos homens sapientes e se limitaria a brincar com a curiosidade e vida humanas como se de um brinquedo se tratasse. Um ser muito jocoso para não dizer impiedoso. Na verdade, Deus nunca assistiu ninguém nas suas vidas, explicações ou previsões. Deve temer ser humano, e isso, nos basta. Não precisamos de Deus para nada, nem mesmo, para nos enganarmos em termos de ciência. Deveria constituir para nós todos orgulho que os cientistas se enganem, que caminhem à deriva num Universo, que é desgovernado. A menos que Deus nos ande apenas a pregar partidas. Neste cenário o título do romance teria toda a sua pertinência. O que achas?...» [noético-23/11/2013]

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A VIRTUDE DOS INSENSATOS

«Por momentos, estremeci. Julguei-me senhor da descoberta... Fugitivo da incerteza que procurava habitar-me. Não era o tempo que se escondia nos quadros desertos que pintava. A luz, criava contornos e bonecos que eu recortava como figuras de papel, feliz com o domínio das minhas mãos calejadas pela frenética voracidade de viver que não me abandonava. As palavras atapetavam o caminho, semeadas como relva entre jazidas que a chuva sorvia nas enxurradas. Sonhava com poetas todos os dias. Via na poesia o alcance lacustre das paliçadas erigidas de encontro aos astros. Poemas eram histórias. Lugares habitados nos interstícios dos versos. E compreendia, reflectia e analisava. Sentia e imaginava que com aquelas minúsculas pedras criava. A solidão era estar contigo e só sobrar o silêncio numa guerra surda de almas, que ao embaterem nas folhas secas ecoavam próximas como peúgadas. Ruídos, silêncios, murmúrios de maquinaria numa azáfama fabril produtora de espectros. Oh, como eu morria!...Morria enfastiado da orgia que os sentidos plagiavam da natureza...Vivia suspenso por um verso da tua pena...Vivia com a vida que me abandonava. E a minha alma, essa fantasia diletante que jamais me esmorecia, fazia. Fazia, fazia, fazia suspirando por vitórias e bravatas que despedaçavam os sonhos em utopias e quimeras. Ah... A alma é nada, mas veste-se com as cores das palavras coroando-se com a virtude dos insensatos. Mas...Depois disso, não há mais nada. Ou haverá ?...» [noético-26/10/2013]

NÃO DIZENDO NADA...

«Escarnecemos do silêncio. Achamo-lo vazio, insignificante, inoportuno, quase sempre indesejável. Mas, não poderíamos estar mais equivocados. Pensamos sempre que as palavras é que nos servirão de redenção. Que todos os desertos têm de ser povoados. Mas, encontramo-nos de novo enganados. Não sei o que nos move a tal...Muitas razões valeriam para o abafar. Certo é, que por momentos também o consideramos absolutamente necessário, indispensável. E eu tenho tantos silêncios para te dizer que nunca caberiam em quaisquer palavras...Nenhuma matemática falaria pelo não enunciável. Não sei se me entendes?» [noético-30/10/2013]


AMOR DE ALGODÃO

«Pouco me importa o que pensas ou sentes se dirigidos a mim. Amar-te em nada depende disso. Amar-me também não. Temos ainda a noção errada de que amar é apenas cuidar, fazer crescer, devotar atenção...E já não somos pequeninos embora adoremos representá-lo como verdadeiros palhaços chorões no meio de um circo. Hoje, agora, não tenho, não devo, não tenho que dizer nem não, nem sim, nem sequer o talvez, que não sinto. Tu vês-te assim livre das minhas pedras e areias desérticas e eu das tuas pétalas e espinhos. Plenos da distância dos afectos, espreguiçar-nos-emos ao amanhecer de olhos tingidos pelo algodão dos sonhos.» 
[noético-02/11/2013]


TRANSFIGURAÇÃO

Ramos_The-Transfiguration-of-Galatea
«Tomei a forma do teu lamento e fiz dele o meu tormento. Que acharias se fizesse o contrário?» 
[noético-11/11/2013]

O CERCO DO AMOR

«Não estou arrependido de nenhum Amor. Também não posso sentir remorsos de quando não existiu Amor, por que em verdade, se não chegou a haver Amor, nada há para sentir desse modo. Os arrependimentos só atrapalham. Queremos seguir, caminhar diferente e, caímos nessa cilada. Por que será que temos que nos certificar tantas vezes dos nossos passos ? Por que os temos sempre que classificar, qualificar ou o inverso ? O Amor para muitos é uma invenção quase literária, mas para quase todos é uma representação simbólica do sentir e agir de certo modo, aglutinado num conceito afim de ser comunicável e/ou justificável. Sim. Justificável. Na verdade adoramos relatar os nossos Amores ainda que suprimindo os detalhes. Sentimos que atingidos pela cupidez, entramos ou estamos ou estaremos em estado de graça. O grande Amor é o incontido, o inenarrável, o inexprimível, o irresumível. O grande, nestes casos é o que vivifica e transborda. Alguns preferem dizer que os transcende. Todas as possessões reflectem esta ideia. O que nos possui parece transcender-nos, mas, apenas por que temos todo o nosso ser ocupado com esse sentimento. Incapazes de sair desse estado de fechamento que nos surge como forma de abertura para qualquer lado, todos os nossos caminhos estão cercados!»
[noético-18/11/2013]

BOTH SIDES NOW

«Não me consta que só os prazeres momentâneos causem inconvenientes. E também não me consta que o sofrimento seja um mal ou a amputação do existir ou sequer o causador de incerteza num destino que todos sabemos ser certo. Viver sem sofrer seria o equivalente a estar morto. Relativizar o sofrimento e o prazer, reflectindo, parece ser a proposta do Camilo. Mas será isso exequível ? A temperança é uma dessas formas possíveis de viver de acordo com certas sensibilidades que por não serem as únicas, não se podem arvorar enquanto tal. Viver na «mediana» é uma proposta para a existência. Existem outras que apontam para a «radicalidade» e ainda outras tantas mais. No entanto, parece-me que nenhuma delas leva a melhor quando se trata de adquirir um passaporte para a felicidade.» 
[noético-19/11/2013]


OS VILÕES E OS SENHORES

«As democracias modernas são ainda muito jovens. Os credos são já anciãos mas as evangelizações e as cruzadas prosseguem. Papados, reinados, ducados e condados continuam a proliferar como outrora embora com outros nomes. A plebe continua a ser a plebe, não decide nada quando se joga ao jogo e no tabuleiro dos cavaleiros-guerreiros-religiosos-banqueiros. A separação de poderes é um logro para os que ficam na base da pirâmide a esperar pelo céu e a sonhar com castelos e cavalos a motor...Esta Europa cheira a môfo e os seus cruzados levantam uma poeirada enorme debaixo dos cascos das suas montadas. Abram alas e deixem passar,acontecer... Cada Estado Nação é um burgo. Avé César. E que me perdoem os Romanos... Avé queridos Duques e Condes de Bruxelas. Avé Papado de Roma. Que se conspurque e confunda a plebe. Mande-se os vilões trabalhar pois deles será o reino dos céus... A república é um embuste e todo este estado de coisas a que se chegou parece um romance quixotesco, uma verdadeira novela de cavalaria fotocopiada de um passado ainda não tão distante como alguns querem fazer parecer. O medieval está vivo e bem vivo, por todo o lado.» 
[noético-20/11/2013]

A RANHURA

«Por agora vou-me remeter à vida sem complicações metafísicas ou folclores de máscara. A carne e o osso é que são a estrutura que me tornam bípede. A mente consciente é apenas uma ínfima partícula no cosmos do meu corpo que passa ao lado de quase tudo, um minúsculo postigo por onde se entrevêem apenas contidos rasgos de um horizonte muito mais vasto.» 
                                                                              [noético-20/11/2013]

terça-feira, 22 de outubro de 2013

IDEIAS PEREGRINAS


«Por muitos países e lugares deste mundo uma ideia comum ganha terreno. Trata-se da ideia peregrina de que se é o que se faz. De facto todos nós concordamos que somos um pouco do que fazemos também. Mas por que é que não somos na totalidade ? Já experimentaram perguntar a uma pessoa desempregada o que ela é se não faz nada? Mas é claro que ela faz muitas mais coisas do que a simples profissão que não tem. E mantem na mesma a sua dignidade enquanto pessoa que tem inteligência, emoções, gostos próprios, ideias políticas, crenças, humores, vontade autónoma, interesses e muito mais. Portanto, nem a pessoa é a profissão nem é a profissão que confere dignidade às pessoas, nem as pessoas deixam de ser gente humana e capaz apenas por que não têm trabalho. A propósito...Sabes a partir de quê me surgiram estas ideias? Eu conto-te. Foi quando conheci recentemente um jovem cirurgião alemão de trinta anos e que se sentia oprimido porque acreditava que só era gente enquanto trabalhava. E assim vai a Europa dos idiotas meu caro!»
                                                                                                                               [noético-30/09/2013]

SINTONIA

The Healer - David Ho
«Todos os dias se seguem uns aos outros, uns por arrojo, outros por arrasto, e ainda outros, por desgosto. Sem ti não sou, mas sem ti não seria, o que sou é uma polifonia. Sonhos, desejos, abraços e uma melancólica alegria ao entardecer do dia. Não te espero e tu não vens como se estivessemos em sintonia.» 
                                                                     [noético-14/10/2013]