quarta-feira, 1 de outubro de 2014

BOOKS OF WAR



«Não aprecio ler romances ou capítulos de livros que falem sobre a guerra. Não consigo entender, como se consegue constituir qualquer forma de interesse a partir desse tipo de relato baseado, unicamente, na exposição do horror de seres acossados, despojos cadavéricos e miseráveis, como se tudo isso constituísse a consumação do apelo à bravura e heroísmo humano!? Nem sequer, a resistência e a luta contra a morte ou, simplesmente, pela vida, denotam qualquer pormenor que possa ser adjectivado como glorioso ou corajoso. Contudo, muitos autores insistem nessa temática. A resiliência humana face à morte e ao sofrimento causados pela selvajaria humana. Nem mesmo, o interesse histórico pelos factos praticados pelos homens, nessas circunstâncias, me consegue fascinar. Não existe nada a relatar e se o há, revela uma espécie de sadismo do escritor face ao leitor que, desprevenido, cai na armadilha masoquista do autor que apenas se deleita em remexer em feridas. A guerra, não tem nada para embelezar ou enaltecer, não passando de mais um projecto humano falhado. Tirar vidas, que engraçado! Que medíocre manifestação de poder, que humilhante forma de exercer a humanidade!»[noético-01/10/2014]



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