«O que é ser-se ? Certamente, que não se é uma profissão, apenas um nome, um lugar, um cooperar. O que se faz, não nos define. O que não fazemos, também não. Estranho ? Não. Quando tomamos decisões dizemos que a autenticidade corresponde à responsabilidade quanto às consequências que assumimos perante os nossos actos. Mas, há sempre algo fora do universo da aceitação ou negação, fruto das nossas decisões, do qual não somos minimamente responsáveis. O ser quer ser, crescer, desenrolar-se. Isso, claro, não nos isenta de algumas responsabilidades - para algumas, porém, nem sequer estamos preparados para o ser, nem nunca o viremos a estar por mais que pretendamos - . Mas, também, quase ninguém passa a vida a correr atrás dos seus erros. Não chega para definição, por isso, essa visão resumida.
Provavelmente não caberemos em qualquer definição...E ainda bem. Pela minha parte, odiaria ser conhecido ou reconhecido como produto de aviário. Aliás, ser anónimo, basta-me. Não preciso de medidas de grandeza para me comparar. Ser, em português, significa, também, estar. Noutras línguas, isso, não tem qualquer sentido. Não desperdiço por isso a riqueza da minha língua que aponta caminhos bem diferentes dos literais - luteranos - pensares. Só, é nunca se estar só. O silêncio absoluto só existe quando estivermos mortos. Por agora, fico-me pelas pausas e por esses caminhos entre notas musicais, vivendo nos interstícios, tentando andar à chuva sem me molhar.»[noético-03/10/2014]
Provavelmente não caberemos em qualquer definição...E ainda bem. Pela minha parte, odiaria ser conhecido ou reconhecido como produto de aviário. Aliás, ser anónimo, basta-me. Não preciso de medidas de grandeza para me comparar. Ser, em português, significa, também, estar. Noutras línguas, isso, não tem qualquer sentido. Não desperdiço por isso a riqueza da minha língua que aponta caminhos bem diferentes dos literais - luteranos - pensares. Só, é nunca se estar só. O silêncio absoluto só existe quando estivermos mortos. Por agora, fico-me pelas pausas e por esses caminhos entre notas musicais, vivendo nos interstícios, tentando andar à chuva sem me molhar.»[noético-03/10/2014]

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