«Ser-se autêntico só é possível quando se é genuíno ao longo do percurso
de uma vida. A mentira, nada pode fazer contra isso, ainda que, todos
nós, por vezes ou tantas vezes, nos tenhamos socorrido dela. Quando
conhecemos uma pessoa real tudo isso transparece. A honestidade, não
consiste em nunca se ter mentido mas, sim, na fidelidade que ao longo de
uma extensa vivência, se manteve consigo próprio. E, de súbito, esse
real que experimentamos no contacto com uma pessoa manifesta a espessura
de um tempo. Um tempo de mudanças e decisões, cuja aparente dissonância
faz, apenas, parte da partitura de uma única e singular totalidade de
pessoa. É então que essa pessoa ganha, para nós, contornos de beleza que
nos maravilham.»[noético-30/09/2013]

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