«Uma simples conversa põe-me a bradar contra todos os filósofos. Estes,
primeiro que tudo, são semelhantes mas, não iguais, a todos os
outros homens, ao ponto de, para eles, não existirem sequer outros
homens. Estranho ? Porquê? Por que os «outros» não podem ser colocados,
indiferenciadamente, no mesmo saco, diga-se, ilustradamente,
conceito. Ahahah...Mas...O tema, não era outro ? Não! Não existe nada
disso a que se chama indiferenciadamente recipiente, designadamente, um
outro. Opá!...Assim, com o que é que me
comparo para satisfazer o meu culto de me diferenciar ? Na vida, deparas
com toda a espécie...Claro, eu, sou um especista. No entanto, o eu, não
tem sequer espécie. Isso, seria, por analogia, colocar a espécie
dentro da mesma marmelada em que se coloca todo o indefinido. Afinal, se
quisermos factos, só nos sobram sombras e, a definição, não é mais que o
desespero que qualquer impostura procura impor ao tempo.»[noético-01/10/2014]

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