quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O ESPECISTA SEM ESPÉCIE

«Uma simples conversa põe-me a bradar contra todos os filósofos. Estes, primeiro que tudo, são semelhantes mas, não iguais, a todos os outros homens, ao ponto de, para eles, não existirem sequer outros homens. Estranho ? Porquê? Por que os «outros» não podem ser colocados, indiferenciadamente, no mesmo saco, diga-se, ilustradamente, conceito. Ahahah...Mas...O tema, não era outro ? Não! Não existe nada disso a que se chama indiferenciadamente recipiente, designadamente, um outro. Opá!...Assim, com o que é que me comparo para satisfazer o meu culto de me diferenciar ? Na vida, deparas com toda a espécie...Claro, eu, sou um especista. No entanto, o eu, não tem sequer espécie. Isso, seria, por analogia, colocar a espécie dentro da mesma marmelada em que se coloca todo o indefinido. Afinal, se quisermos factos, só nos sobram sombras e, a definição, não é mais que o desespero que qualquer impostura procura impor ao tempo.»[noético-01/10/2014]


Sem comentários:

Enviar um comentário